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Nada melhor do que poder ter a oportunidade de falar sobre aquilo que se conhece. Na condio de f, quase nenhum dos meus escritos so alm da livre expresso da experincia da condio, e de sentimentos. Acredito porm, que por vezes, a nfase dada h alguns pontos dessa condio, pode gerar a aparncia de obssessividade. Esse texto, portanto, cumprir a funo de esclarecer sobre essa imagem turva da qual fazem juzo, ou seja, fs obssessivos, que no “cansam” em promover a imagem do dolo que adoram. De forma geral, j abordei por vezes alguns aspectos dessa temtica em alguns ttulos, mas resolvi que vale a pena dedicar um espao especificamente voltado para essa polmica. Ora, para compreender o significado de empregar tal palavra para definir um f, que caracterizaria uma condio fora do normal, necessrio entender primeiro o que normal, ou aquilo que tido como normal. Segundo a concepo filosfica do termo, algo ou situao normal, aquela que est em conformidade com o hbito e com o costume. Logo, o que depreende-se dessa definio, sim, ser f normal, desde que se esteja disposto dedicar-se ao dolo. Alis, f que verdadeiramente no se dedica a imagem do dolo, no merece ser identificado por tal ttulo, pois no o . Quanto ao que se diz sobre o cansao, tanto no que se refere ao acompanhamento dos projetos, quanto ao livre, que se forma com o hbito, a explicao deveras simples: Num primeiro momento, no cansamos daquilo que simpatizamos e comeamos a gostar; e em outro momento, gostamos daquilo que nos dedicamos. O hbito de se dedicar a algum mais do que a si prprio, uma grande virtude humana. Aprendemos e tiramos exemplo disso. Usufrumos do prazer que isso constri. Aprendemos a ver o mundo de maneira menos egosta, se dedicando dessa maneira. Isso com certeza vai contra ao modo de vida atual, denominado “normal”, em que a individualidade e a privacidade so lei, mas quer hbito “anormal” melhor do que este? Gostamos de nos dedicar a Marjorie, no cansamos disso, pois colhemos todos estes bons frutos e mais um pouco. No queremos outra vida, deixamos tudo pra l, vamos com ela, afinal, isso “bem melhor que danar o Boogie Woogie”.
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